quinta-feira, 18 de junho de 2009

A COBRA DE COQUERINHO

Os mais antigos dizem que, certa vez, em Coqueirinho as pessoas com pressa para iniciar os festejos profanos da festa de Nossa Senhora dos Navegantes anteciparam o início da missa, naquela mesma noite, no pavilhão de Coqueirinho, uma serpente adentrou o meio do salão e ficou dançando em pé como se tivesse hipnotizada. Os anciões entenderam que aquilo era sinal de mau agouro, por causa da antecipação da missa pelas pessoas. Desde então, o horário da missa tornou–se sagrado, e ninguém ousa mais antecipar.

num pássaro, cujo canto é esse: “haja pau, haja pau, haja pau haja pau...”.

HAJA PAU

Explicam os mais velhos que, certo dia, a mãe de um menino pediu para que ele fosse levar o almoço do pai até o roçado. No meio do caminho, por ter “olho grande” resolveu comer a comida que era destinada ao pai.Somente sobrou do almoço do pai alguns ossinhos, que o mesmo tampou dentro da panela e entregou ao pai. Quando o pai percebeu que na marmita só tinha osso, indagou ao filho o que significava aquilo. No entanto, o filho nada esclareceu e disse que aquilo era o que a mãe dele tinha mandado para o pai. O pai, possesso de raiva, voltou para casa e chegando lá, sem dar chance da mulher se explicar começou a surra–lá de tal modo que a mulher veio falecer.O filho mau, que tinha causado aquela situação, foi tomado de tristeza e, pelo remorso, fugiu para a mata; ninguém nunca mais teve notícia dele. Porém, alguns anciões e pessoas da mata afirmam que o menino se encantou e se transformou

terça-feira, 16 de junho de 2009

OS POTIGUARA

POTIGUARA, POVO BRAVO SIM SENHOR




O povo Potiguara é um dos mais antigos povos pré-cabraliano a ser registrado nas crônicas oficiais das grandes navegações. No ano de 1501, a La Lettera, de Américo Vespúcio, batiza a Baia de Acajutibiró com o topônimo de Baía da Traição; depois deste fato, foram muitos os episódios envolvendo este povo, que tem em seu sangue a bravura e a luta como parte de sua vida. Os Potiguara só cedeu aos colonizadores portugueses depois de resistirem bravamente a dominação. Foram décadas de confronto, que nos renderam episódios como: o Ataque ao Engenho de Tracunhaém, as Invasões Francesas e Holandesas no nordeste brasileiro, as Guerras Justas entre outras. A bravura deste povo foi tanta que é o único povo indígena remanescente no estado da Paraíba.
Inicialmente os Potiguara ocupavam quase todo o litoral norte do nordeste brasileiro, do atual estado da Paraíba até o Maranhão. Atualmente os Potiguara encontram – se numa área de 33.000 hectares, distribuídos em 29 aldeias em três Terras Indígenas - TI, sendo elas: Terra Indígena Potiguara, com 21.238 há, compreendendo os municípios paraibanos de Baía da Traição, Marcação e Rio Tinto; Terra Indígena Potiguara Jacaré de São Domingos, com 5.032 há, compreendendo apenas Marcação e Terra Indígena Potiguara de Monte – Mór, com 5.800 há, abrangendo Marcação e Rio Tinto.
Os Potiguara possuem um Cacique e um Conselho de Liderança que é composto por representantes das 29 aldeias. Outras características fazem parte da cultura deste povo como: o Toré (ritual Potiguara) manifestado como dança em momentos que necessitam de união do grupo; a pintura corporal; o conhecimento de plantas medicinais; a sabedoria anciã; as lendas e os causos difundidos pela cultura oral deste povo. Esta última manifestação é o objeto de estudo e divulgação dos textos presentes nesta cartilha Lendas & Causos do Povo Potiguara.



Cássio Marques / baraocassio@hotmail.com